Jogar n’ “O Diploma” À espera do novo estádio

Texto: Marcelo Neves

Foto: Manuel Azevedo


Por falar em estádio, uma parte do património que se aliena é o próprio “Comendador Manuel Violas”. Onde irá a equipa passar a realizar os jogos?

BGA – Dois pontos: primeiro, falou-se que o Sp. Espinho não tem nada para “sacar”. Ora, somos um emblema centenário, tem uma projecção nacional enorme, como ficou de resto visível no jogo da Taça de Portugal frente ao Sporting. O clube foi notícia toda a semana nas televisões e na Imprensa, enchemos o estádio com o Vizela no jogo seguinte, enfim, podemos estar delapidados em termos de património material mas temos algo que não nos podem nunca retirar, que é a nossa história e o nosso emblema que ainda hoje merece respeito, simpatia e que tem projecção.  

O segundo, respeitante ao futuro local dos jogos da equipa de futebol, apraz-nos dizer que temos uma equipa de trabalho a estudar afincadamente todas as soluções possíveis. Aquela que nos parece mais válida aponta para a ampliação e melhoramento do campo de treinos em Silvalde,  “O Diploma”, que passa por ajustar o terreno de jogo ás dimensões regulamentares, construir uma bancada principal com os balneários na parte inferior, para termos condições mínimas de lá actuar.

Porquê essa opção e não ir para uma “casa emprestada”?

BGA – Porque mais tarde, ao passarmos para o terreno, cedido pela Câmara, ao lado da Nave Polivalente, este investimento ficará feito em prol das camadas de formação e nunca será desperdiçado, sendo para mais uma das nossas grandes apostas precisamente o sector da formação. Assim, deixaremos a esses escalões condições superiores para que possam formar atletas que venham, mais tarde, alimentar a equipa principal.

Esse novo estádio é um projecto que está em “banho-maria” há largos anos e que exige, claro, um considerável investimento. Existe diálogo com a Autarquia no sentido de avançar efectivamente no terreno para concretizar esse sonho?

BGA – Sim é para avançar. Como eu tive ocasião de referir aos sócios, este elenco comprometeu-se a avançar com projectos e investimentos faseados, fazendo cada coisa a seu tempo e com os pés bem assentes no chão, para não cairmos no erro de voltar a criar um “buraco” em termos de passivo, tão grande como aquele com o qual nos deparámos quando assumimos a liderança do clube. Como eu disse antes, o Sp. Espinho nos últimos anos foi “violentado” por um grupo de pessoas e connosco isso não se irá repetir. Temos uma máxima que é a de gerirmos o clube como fazemos em nossas casas, passando a viver com o dinheiro que tem, com as condições que podemos ter, fazendo tudo faseadamente, com ajuda de investidores, patrocínios e fundos necessários à realização dos projectos mas sem nada de obras megalómanas. Por isso temos em marcha uma campanha de angariação de novos sócios muito forte, porque é um dos nossos objectivos criar um Sp. Espinho auto-suficiente e não subsídio-dependente como acontecia até agora, sempre à espera que essas verbas “caíssem” para tratar das contas. Temos que ser auto-suficientes para podermos projectar época a época com rigor, verdade e seriedade e voltar a ostentar uma imagem de credibilidade junto dos sócios, dos nossos atletas e demais entidades.